quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Redação Enem


TÍTULO

Dever ser centralizado, só a 1ª inicial maiúscula. Nele, não pode haver ponto final, entretanto, outros pontos podem ser utilizados. Se fizer uma interrogação, a resposta deve estar, obrigatoriamente, ao longo da redação. 

As aspas no título devem ser colocadas em apenas um dos termos, pois ele já está em evidência. 

Lembre-se ainda que uma palavra usada no título não deve ser repetida na 1ª linha da introdução. 

A criatividade também deve ser levada em consideração, pois um título sem criatividade ocorre uma perda de ponto de argumentação (-1 ponto). 

O que é um título não criativo? é aquele que copia o tema, por exemplo. Não existe tema-título há muitos anos no vestibular. Além disso, títulos banais, simplórios demais também perdem ponto de argumentação. Uma dica é você transformar o argumento principal no seu título, assim você não perderá ponto de argumentação neste quesito.


INTRODUÇÃO

É a entrada da redação, e obrigatoriamente, apresenta-se o tema com a tese do candidato. Essa seria a crítica principal que o vestibulando vai seguir durante toda a redação. Tudo o que for dito na introdução deve ser provado no desenvolvimento e solucionado na conclusão. Se fizer uma pergunta, por exemplo, ele deve ser respondida ao londo do texto.
DESENVOLVIMENTO

É bom salientar que um texto argumentativo tem no mínimo 3 parágrafos. Embora uma redação padrão de vestibular, 4 parágrafos são ideais. Dessa forma, um bom desenvolvimento compõe-se em 2 parágrafos.
Para cada parágrafo, o ideal é ter no mínimo 4 linhas e no máximo 6 linhas. Isso não é regra, mas uma orientação. Dentro dos parágrafos de desenvolvimento, deve-se provar o problema encontrado sobre o tema que foi apresentado na introdução, assim como também sustentar a crítica realizada no primeiro parágrafo. Essa comprovação é feita por meio de exemplos ou de argumentos de autoridade (citação ou paráfrase).
Lembre-se sempre de que uma citação deve ter em média duas linhas e não compor o parágrafo inteiro. O importante não é citar, parafrasear ou expor exemplos, mas argumentar a informação que tiver.


CONCLUSÃO


O último parágrafo ou fechamento do texto. O lugar de uma solução para o problema apresentado na introdução. Como é o parágrafo para respostas, não pode haver perguntas. O questionamento poderá ser feito entre a introdução e o último parágrafo de desenvolvimento, na conclusão não. 
Também não é bom colocar citação, contudo, não é proibido. Há pessoas que conseguem muito bem pôr uma citação na conclusão, mas não é uma tarefa fácil e muitos não conseguem, por isso falo para evitar.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Esquema para Redação Enem

ESQUEMA PARA PRODUÇÃO DE REDAÇÃO
INTRODUÇÃO:
1) CONTEXTUALIZAÇÃO;
2) PROBLEMA (APRESENTAÇÃO DO TEMA);
3) TESE (CRÍTICA - O QUE O PROBLEMA SIGNIFICA, A CAUSA OU CONSEQUÊNCIA)
ITENS 1, 2 E 3 NO PRIMEIRO PARÁGRAFO.
DESENVOLVIMENTO:
4) PROVAS:
4.1) 2ª PARÁGRAFO: RETOMADA DA INTRODUÇÃO - PROBLEMA - ARGUMENTO 1 = PROVA + CRÍTICA;
4.2) 3ª PARÁGRAFO: RETOMADA DA INTRODUÇÃO - TESE - ARGUMENTO 2 = PROVA + CRÍTICA.
CONCLUSÃO:
5) PROPOSTA DE INTERVENÇÃO = SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA CITADO NA INTRODUÇÃO. INTERVENÇÃO COM DUAS AGÊNCIAS.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Redação de Concurso Público

A redação de concursos é um gênero textual que possui objetivos específicos, e como função social avaliar a competência do candidato no uso da linguagem em uma determinada situação de interação. A prova de Redação, composta de três tarefas obrigatórias, leva em conta muito mais que o conhecimento da modalidade culta da língua. É um instrumento de avaliação da forma de escrever sobre um determinado assunto, e escrever implica processos de leitura e de elaboração de argumentos a partir de uma determinada situação. 
Cada proposta é acompanhada por instruções específicas que delineiam o propósito e o gênero do texto a ser elaborado com indicações dos interlocutores em jogo. Essas instruções devem ser rigorosamente seguidas. Cada proposta é acompanhada também de textos para leitura que servem de subsídio para sua elaboração.
Geralmente, para produção escrita se trata do texto de tipologia dissertativo-argumentativa, no qual o proponente do concurso deve escrever sobre uma temática solicitada. A prova de concurso público irá requerer do candidato que ele se posicione sobre determinado assunto e possua uma argumentação consistente sobre a temática requerida. 
Geralmente os temas a serem desenvolvidos tem a ver com o concurso em específico. Por exemplo, sobre concurso para agente penitenciário, os temas devem ser em torno da segurança presidiária, sobre o papel do agente no controle e segurança, etc.
Na prova para concurso da polícia militar do Estado de São Paulo, no ano corrente de 2014, a prova possuí a temática: "Parceria Público-Privada: problema ou solução para o sistema penitenciário no Brasil?". Há aí critérios a serem seguidos. Primeiro, trata-se de uma pergunta. Toda vez que há um questionamento no tema, o candidato deve respondê-lo em forma de argumentos ao longo do texto. Nada de resposta direta entre sim ou não.
Segundo, para a devida escrita dessa redação o candidato deverá seguir a seguinte instrução:
TÍTULO:
PRIMEIRA LINHA PAUTADA;
SÓ FAZER USO DE UMA LINHA;
DEVE SER CENTRALIZADO;
SÓ ESCREVÊ-LO SE A PROVA EXIGIR (pois muitos candidatos erram no título e perdem uma pontuação alta em argumentação);
É REFLEXO DA IDEIA CENTRAL A SER DEFENDIDA.
INTRODUÇÃO:
APRESENTAÇÃO DO TEMA POR MEIO DE UM PROBLEMA ENCONTRADO NO PRÓPRIO TEMA;
DEVE CONTER A TESE, OU SEJA, UMA CRÍTICA;
A CRÍTICA É O QUE O PROBLEMA SIGNIFICA PARA A SOCIEDADE, OU MESMO, QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DO PROBLEMA PARA A SOCIEDADE;
NÃO DEVE SER MUITO LONGA;
DEVE CONTER ENTRE 4 A 6 LINHAS.
DESENVOLVIMENTO:
NO DESENVOLVIMENTO O CANDIDATO IRÁ PROVAR O PROBLEMA E A CRÍTICA;
AS PROVAS DEVEM VIR POR MEIO DE EXEMPLOS (UM POR PARÁGRAFO); OU DADOS DO TEXTO DA COLETÂNEA; OU MESMO UM ARGUMENTO DE AUTORIDADE;
NÃO COPIAR TRECHOS DOS TEXTOS DA PROVA. SE QUISER ALGO DE LÁ, PONHA COM SUAS PALAVRAS (PARÁFRASE), E NUNCA DEIXE DE CITAR DE ONDE RETIROU (A FONTE).
CONCLUSÃO:
É O FECHAMENTO DO TEXTO;
SEM PERGUNTAS E NEM ARGUMENTOS DE AUTORIDADE;
DEVE OCORRER UMA SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA ENCONTRADO NA INTRODUÇÃO;
O IDEAL SÃO DUAS AGÊNCIAS PARA A INTERVENÇÃO: OU O GOVERNO, ESCOLA, DEPENDE DO PROBLEMA.





domingo, 26 de junho de 2016

TEXTO 1
Com 12% a 16% da água doce disponível na Terra, o Brasil é um país rico nesse insumo que a natureza provê de graça à população e à economia. Cada habitante pode contar com mais de 43 mil m³ por ano dos mananciais, mas apenas 0,7% disso termina utilizado. Nações como a Argélia e regiões como a Palestina, em contraste, usam quase a metade dos recursos hídricos disponíveis, e outras ainda, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, precisam obtê-los por dessalinização de água do mar. Só em aparência, contudo, é confortável a situação brasileira. Em primeiro lugar, há o problema da distribuição: o líquido é tanto mais abundante onde menor é a população e mais preservadas são as florestas, como na Amazônia. No litoral do país, assim como nas regiões Sudeste e Nordeste (onde se concentram 70% da população), muitos centros urbanos já enfrentam dificuldades de abastecimento – agravados por secas como as que se abateram sobre São Paulo, neste ano, e sobre o semiárido nordestino em 2012/13. 
TEXTO 2
Para anuviar o horizonte, sobrevêm os riscos de piora com o aquecimento global. Com as crescentes emissões de dióxido de carbono (CO₂) e de outros gases do efeito estufa decorrentes da queima de combustíveis ou por outras atividades humanas, a atmosfera terrestre retém mais calor do Sol perto da superfície. Aumenta, assim, a temperatura das massas de ar, energia que alimenta os ventos e tempestades. Os padrões de circulação atmosférica se alteram. Algumas regiões poderão sofrer estiagens mais frequentes e graves, enquanto outras ficarão mais sujeitas a inundações. Isso, é claro, se os resultados das simulações do clima futuro feitas por modelos de computador estiverem corretas.
UOL.
TEMA:
A crise hídrica instalada no Brasil e as saídas para diminuir seus impactos para as gerações futuras.

Com base na leitura dos textos acima, os quais apresentam fatos relativos à crise hídrica, redija uma dissertação-argumentativa sobre o tema em destaque. Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação. Depois de selecionar, organizar e relacionar os argumentos, fatos e opiniões apresentados em defesa de seu ponto de vista, elabore uma proposta de intervenção social que resolva o conflito do tema.
Proposta Guga Valente.

sábado, 18 de junho de 2016

PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL COM ANÁLISE E ORIENTAÇÃO PARA ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema:
Fomos dominados pelas máquinas que inventamos?
Não se esqueça de apresentar uma proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos em defesa de seu ponto de vista.

Texto 1 
Já não conseguimos viver sem celular, notebook, tablet, internet e outros poderosos recursos tecnológicos. Queiramos ou não, eles transformaram o mundo durante o século 20 e ingressaram no século 21 com uma velocidade espantosa. Muita gente se adapta rapidamente às novidades e nem lembra como era a vida sem elas. Para outros, porém, ocorre uma dúvida: nossa existência seria melhor ou pior sem tudo isso? Seríamos diferentes? Há quem odeie e quem ame irrestritamente essas máquinas. Qual é nossa relação com os avanços da tecnologia?
Fonte: Folha Uol.

Texto 2 
Os sábios e a cultura 
"Com o aparecimento da escrita, alguns sábios temeram que o conhecimento, que antes estava vivo na cabeça, viria a morrer, esquecido nas páginas de um livro. Com a expansão dos meios de comunicação e a consequente chuva de informações, alguns sábios temeram que o conhecimento (...) viria a degenerar-se em papel de embrulhar peixe e ondas espalhadas no espaço. Com a explosão da internet (...), e a extrema facilidade de encontrar uma informação, alguns sábios temem que tudo acabe em desinteresse. 
Luiz Zico Rocha Soares, ("Internet, um mundo paralelo". Melhoramentos, 2007, p.23)

Texto 3
A máquina e o poeta
 Cota Zero Stop. 
A vida parou 
Ou foi o automóvel? 
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987, "Alguma Poesia", 1930) 

Texto 4
Dependente do celular? Cuidado! Até recentemente falava-se que a quase obsessão de se ter um celular - e se ter um modelo de celular cada vez mais moderno - era a ostentação dele como símbolo de status pessoal. Agora, é isso e algo mais. E pior. É só darmos uma volta pelas ruas das cidades e observarmos a enorme quantidade de pessoas que se vê, a todo instante, com o telefone celular grudado na orelha. O que tanto essa gente tem para falar? Pesquisas já mostram que grande parte da utilização do celular é desnecessária e configura uma espécie de dependência. Uma revista de circulação nacional inclusive já perguntou, baseado em estatísticas: o celular é o novo cigarro? Outro aspecto, esse ainda mais preocupante é que usar celular em demasia pode causar câncer no cérebro, além dessa dependência propriamente dita. É o que afirma o Instituto do Câncer da Universidade de Pittsburgh, em estudo publicado pela revista “Scientific American”. Assinado por 30 especialistas, ele traz, entre outras recomendações, que se deve manter o celular longe do corpo quando guardado e usar o viva-voz sempre que possível. Sobre a dependência do aparelho, já existem institutos que tratam adolescentes da dependência do celular. Por isso tudo, faça uso dele da mesma forma que a propaganda fala da bebida alcoólica: com moderação. Retirado de http://www.gazetadelimeira.com.br/Noticia.asp?ID=8312
Proposta de redação adaptada da fonte original Colégio Planeta.

ESQUEMA PARA A PRODUÇÃO DA REDAÇÃO - ESTILO ENEM - Análise da professora Kerlly Herênio.

INTRODUÇÃO

Para contextualização:
i)
A psicóloga clínica integrante do Comitê de Bioética da UFRJ, pesquisadora do Delete e organizadora do livro Nomofobia explica que a dependência não é simplesmente ser apaixonado por tecnologia. “Na verdade, o uso excessivo não significa que a pessoa desenvolveu a dependência patológica, ela tem que estar ligada a algum transtorno”, esclarece Ana Lucia Spear King.
ii)
Para alguns, sair de casa sem o celular é quase como sair sem roupa. As tecnologias, cada vez mais, fazem parte do cotidiano dos seres humanos. O analista de tecnologia da informação Marcelo Silva, 32 anos, comenta que costuma usar muito o celular para tarefas que, antigamente, eram feitas pessoalmente. “Faço basicamente tudo pelo smartphone". 
Fonte: Diário do ABC
iii) 
A era do computador e a revolução nas informações têm nos proporcionado enorme poder e a capacidade de fazer contato praticamente com qualquer pessoa a qualquer tempo. Sim, a tecnologia nos permite viver mais confortavelmente e trabalhar com mais eficiência, mas podemos entender como ela torna nossa vida mais significativa?
Fonte: http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/tecnologia/home.html
iv) Filmes "O Substituto"; "Eu, Robô"; "Wall-E".

Apresentação do tema (Problemas encontrados):
1) Comportamentos “epidêmicos” de dependência ou vício ocasionados pelas inovações tecnológicas;
2) Real e virtual: o esquecimento das relações sociais empíricas;
3) Domínio da máquina sobre o homem - a realidade é virtual;
4) Valores e princípios familiares substituídos pelas relações virtuais.

Desenvolvimento (provas):
1) Para o psiquiatra e professor de medicina da UnB Raphael Boechat, a insônia é um dos sintomas de quem passa tempo demais em frente às telas. “O estímulo visual contínuo e a atenção aos conteúdos trabalhados tendem a prejudicar o sono, uma vez que o cérebro demora um tempo para diminuir as atividades”.
Fonte: Correio Braziliense.
2) O vício digital é um problema crescente e preocupante. Países como ChinaJapão e Coreia do Sul já reconhecem a patologia como um problema de saúde pública, como mostra o GloboNews Especial. No Brasil, existem institutos voltados para a desintoxicação digital - necessária quando o uso é abusivo dependente. Ou seja, quando ele gera prejuízo na vida real. O vício em tecnologia requer tratamento com terapia e remédios.
3) A dependência digital já é considerada um transtorno mental. As pessoas que ficam muito ansiosas ou angustiadas quando estão longe dos celulares podem sofrer de nomofobia, um distúrbio que atrapalha a vida social, o desempenho no trabalho e pode até provocar acidentes graves. O Instituto Delete, no Rio de Janeiro, é o primeiro a tratar pessoas dependentes de internet.
O departamento americano, equivalente ao conselho nacional de trânsito constatou: 1 em cada quatro acidentes no país envolve o uso de celular. A atenção do motorista cai pela metade. E gravar mensagem de áudio em vez de digitar não reduz o perigo. Fonte: portal G1.
Conclusão (proposta de intervenção):
1) Preferência de uma vida social real à virtual, escolhendo relacionamentos/amizades reais em vez de virtuais;
2) Instituições de controle socais: família, escola e Estado trabalhando na orientação da base social, que é a juventude, para que as relações reais não se assemelhem ao mundo artificial da virtualidade.

sábado, 11 de junho de 2016

PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL COMENTADA - ANÁLISE DE TEMÁTICA PARA ENEM

PROPOSTA* 
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: Democratização Da Informação no Brasil: Existe, de fato, liberdade de informação? Apresente proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. 

Texto 1
O mito do progresso 

Fonte: Google imagens.

Costumamos pensar que os meios de comunicação são essenciais à democracia, mas, atualmente eles geram problemas ao próprio sistema democrático, pois não funcionam de maneira satisfatória para os cidadãos. Isso porque, por um lado, se põem a serviço dos interesses de grupos que os controlam e, por outro, as transformações estruturais do jornalismo – tais como a chegada da internet e aceleração geral da informação – fazem que com os meios sejam cada vez menos fiáveis ou menos úteis à cidadania.(...) Os meios de comunicação, a imprensa escrita, o rádio, a televisão – refiro-me somente à informação, não ao entretenimento – todos esses segmentos estão vivendo uma grave crise com o advento da internet, com a multiplicação da informação individualizada, com o surgimento das atualizações em tempo real e de jornais online totalmente autônomos (...) (p. 53).
Nossa sociedade está funcionando de acordo com os parâmetros da mídia. Ao apostarmos numa democracia representativa, o principal poder é a opinião pública. É por isso que os agentes que operam na formação dessa opinião se tornaram o poder central de nossas democracias. Os meios de comunicação nasceram para garantir o acesso dos cidadãos às informações sobre acontecimentos, às propostas dos políticos, às ações de nossos governantes, às opiniões da oposição e dos movimentos sociais. A hipertrofia do modelo midiático, porém, transformou-se em interceptadores da informação, mais do quem em transmissores. (...) (p. 78 e 79). Fonte: Livro “Mídia, Poder e Contrapoder”. Autores: Moraes, Ramonet e Serrano.
Texto 2


O padrão de consumo de bens duráveis do brasileiros segue o ritmo das mudanças tecnológicas. De acordo com os dados do Censo 2010 divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE), o número de domicílios que possuem televisões e geladeiras superou aqueles que possuem rádio. Há 10 anos, o rádio era os aparelho doméstico mais presente nas casas dos brasileiros. (...) Segundo o IBGE, em 2000, 87,9% dos domicílios tinham um aparelho de rádio em casa, contra 87,2% de televisores e 83,4% de geladeiras. Já pelo Censo de 2010, os aparelhos de TV estão presentes em 95,1% das residências, as geladeiras subiram para 93,7% e os rádios caíram para 81,4%. (...). fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2012-04-27/ibge-pela-1-vez-domicilios-brasileiros-tem-maistv-e-geladeira-d.html - iG São Paulo | 27/04/2012 10:00:55, acesso em 16/05/16 
Texto 3


O Ministério Público Federal, por meio de suas sedes estaduais, promete desencadear ações contra 32 deputados federais e oito senadores que aparecem nos registros oficiais como sócios de emissoras de rádio ou TV pelo país. Entre os alvos da iniciativa inédita -lançada com aval do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e coautoria do Coletivo Intervozes-, estão alguns dos mais influentes políticos do país, como os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, Edison Lobão (PMDB-MA), José Agripino Maia (DEMRN), Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). (...) No Ministério das Comunicações, todos eles constam como sócios de emissoras. Baseado em dispositivo da Constituição que proíbe congressista de “firmar ou manter contrato com empresa concessionária de serviço público” (Art. 54), a Procuradoria pedirá suspensão das concessões e condenação que obrigue a União a licitar novamente o serviço e se abster de dar novas outorgas aos citados. fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/11/politicos-que-sao-donos-de-tv-e-radio-estao-namira-do-mpf.html, acesso em 16/05/16 
Texto 4
Fonte: Google Imagens.
O acesso à internet em domicílios chegou a 85,6 milhões de brasileiros, o equivalente a 49,4% da população, segundo indica pesquisa divulgada pelo IBGE. Os dados são referentes a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2013. A pesquisa considerou o acesso de pessoas acima de 10 anos de idade que utilizaram a internet pelo menos uma vez em um período de 90 dias anteriores à realização das entrevistas. fonte: http://www.ebc.com.br/tecnologia/2015/04/acesso-internet-chega-494-da-populacao-brasileira - Criado em 29/04/15 10h00 e atualizado em 29/04/15 10h37. Acesso em 16/05/16. 
Texto 5
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.(...) 2º É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. (...) 5º Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio. (...) fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm, acesso em 16/5/16 

ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DA REDAÇÃO: 
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que: 
- Tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “insuficiente”;
- A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;
- Apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos. 
*Projeto Redação (Fonte da proposta - adaptada).

ESQUEMA PARA PRODUÇÃO DE REDAÇÃO*
INTRODUÇÃO:
1) CONTEXTUALIZAÇÃO;
2) PROBLEMA (APRESENTAÇÃO DO TEMA);
3) TESE (CRÍTICA - O QUE O PROBLEMA SIGNIFICA, A CAUSA OU CONSEQUÊNCIA)
ITENS 1, 2 E 3 NO PRIMEIRO PARÁGRAFO.
DESENVOLVIMENTO:
4) PROVAS:
4.1) 2ª PARÁGRAFO: RETOMADA DA INTRODUÇÃO - PROBLEMA - ARGUMENTO 1 = PROVA + CRÍTICA;
4.2) 3ª PARÁGRAFO: RETOMADA DA INTRODUÇÃO - TESE - ARGUMENTO 2 = PROVA + CRÍTICA.
CONCLUSÃO:
5) PROPOSTA DE INTERVENÇÃO = SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA CITADO NA INTRODUÇÃO. INTERVENÇÃO COM DUAS AGÊNCIAS.

ANÁLISE DE TEMÁTICA PARA ENEM
Escrever para os vestibulares não requer que você seja um exímio escritor, mas que saiba se posicionar sobre o contexto que o cerca, bem como sobre as questões sociais e políticas as quais assolam a nação. Para isso, é necessário informação.
De acordo com o esquema, há de se contextualizar. Como se faz isso:
i) Contexto histórico. Compara o tema com algum fato, com a própria história social. Exemplo: 
O poder da informação é imperioso e manipulador, como em 1965, com José Sarney, no Maranhão, quando o estado ocupava as últimas posições no índice de desenvolvimento e, mesmo assim, venceu dez eleições para governador. 
Informação-fonte: Brasil Escola.
ii) Uma citação de um filósofo ou conhecedor da área (argumento de autoridade). Exemplo:
Segundo Mirelly é salutar refletir que, em diversos processos eleitorais, na qual a mídia teve, de fato, um peso significativo na formação da opinião política, esta é capaz de manipular o voto, tal qual uma manufatura do consenso.
PROBLEMA:
Manipulação da informação;
Imprensa como manipulação da informação;
Informação: poder velado;
Conhecimento informativo como uma teia de interesses velados.
CRÍTICA:
Essa manipulação consequencia às grandes massas o processo manipulatório dos reais interesses, seja da política, seja na grande corporação capitalista e velada.
DESENVOLVIMENTO:
prova + crítica
i) se usou o contexto histórico sobre Sarney, retoma-se, elaborando uma prova, um fato, exemplo, dado sobre essa manipulação política e se posicione sobre ele. O que significa esse processo de manipulação política em que a informação é utilizada?
Existe liberdade de informação aí?
ii) Se fez uso do argumento de autoridade por meio da opinião de Mirelly, retome o argumento sobre manipulação do voto e se posicione sobre isso. Como esse voto é manipulado? Existe liberdade de informação nesse caso?
CONCLUSÃO:
Intervir no problema. Procurar uma solução por meio de duas agências. Isso significa dizer que, por exemplo, a atuação na educação do cidadão, pois o conhecimento inviabiliza o processo manipulatório. Já foi uma agência, a escola. Outro, a cobrança por parte da sociedade em relação à inoperância do Estado em auxiliar o cidadão à uma educação de qualidade. Governo e escola: duas agências.
* Esquema, comentários e análise da proposta: professora Kerlly Herênio.